O patrimônio de Congonhas

Localizado na região central do Estado de Minas Gerais, Congonhas possui área de 305,58 km² e população de 45.984 habitantes (IBGE/2007). Seu clima é classificado como tropical de altitude, com temperatura média de 22°C. Em conjunto com outros 16 municípios, forma o Circuito do Ouro, área considerada o polo principal de turismo do Estado e um dos mais importantes no segmento do turismo cultural do Brasil, contendo, em Congonhas, o Santuário Senhor Bom Jesus do Matosinhos, um dos Patrimônios Mundiais da Humanidade da UNESCO desde 1985.

Ao final do século XVII, paulistas e portugueses instalaram-se na antiga Vila Real de Queluz (atual município de Conselheiro Lafaiete) em busca das recém descobertas jazidas de ouro e diamante. Desse ponto, eles partiram para o interior do território, desbravando novas regiões e fundando novos territórios, dentre eles alguns conseguiram encontrar ouro nas profundidades do rio Maranhão e, às suas margens, fixaram o Arraial de Congonhas do Campo em 1734. No entorno da Igreja Nossa Senhora do Rosário, o arraial foi se desenvolvendo até ser elevado à distrito de Ouro Preto em 1746. Nessa época foram construídas a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e, 10 anos mais tarde, teve início a obra do Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, na colina Alto Maranhão. Esse Santuário foi erguido em pagamento a uma promessa de Feliciano Mendes e com a ajuda de doações dos moradores locais (prósperos com a abundância de ouro encontrado). Além disso, houve também a participação de grandes artistas da época, como Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) e Manoel da Costa Athaíde, responsáveis pelos 12 profetas e pelas 64 esculturas dos “Passos da Paixão de Cristo”, esculpidas em pedra sabão.

Com o fim do Ciclo do Ouro em Congonhas, o município sofreu os efeitos da decadência econômica, recuperando-se apenas durante a semana do Jubileu do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, quando recebe milhares de romeiros que movimentam o comércio local até os dias de hoje. Como o distrito era dividido pelo rio Maranhão, pertencendo a margem direita à Ouro Preto e a esquerda à Queluz de Minas, a população teve de negociar a unificação do território. Sendo assim, Ouro Preto cedeu sua parte para Queluz em 1923 e, em 1938, a área foi elevada à condição de município de Congonhas do Campo (simplificando para “Congonhas” a partir de 1948).

- Curiosidade: o nome “Congonhas” tem duas possíveis origens. Uma delas diz que a denominação vem da planta medicinal Congonha, que significa em tupi-guarani “o que sustenta, o que alimenta”. Na outra, separa-se COA, significando “mato” e NHONHA com significado de “sumido”, ou seja, aonde o mato some, o campo, por isso Congonhas do Campo.

- Como chegar: De Belo Horizonte a Congonhas são 75 km, destes segue-se 10 km pela BR-356 e, em seguida, pela BR-040 (sentido Rio de Janeiro). Já a partir de Ouro Preto são 55 km saindo pela avenida Rodrigo Silva em direção à Ouro Branco (rodovia MG-443). Após essa cidade, são mais 24 km pela rodovia MG-443 até a MG-030, mais 5 km até a rodovia BR-040 (sentido Belo Horizonte) e de lá mais 8 km até Congonhas. De ônibus, há linhas da Viação Sandra saindo de Belo Horizonte, Entre Rios de Minas, Jeceaba, Resende Costa, São Brás do Suaçuí e São João Del'Rei.

   

O que visitar?

- Passos da Paixão de Cristo: localizados em frente ao Santuário Senhor Bom Jesus do Matosinhos, são 64 esculturas de Aleijadinho, pintadas por Manoel da Costa Athaíde e Francisco Xavier Carneiro que representam 06 passagens bíblicas: a Ceia, o Horto (Jesus no jardim das oliveiras), a Prisão (com o milagre da cura de Malco), a Flagelação e a Coroa de Espinhos , a Subida ao Calvário (encontro com “as filhas de Jerusalém”) e a Crucificação. Todas as peças – mais o Santuário Senhor Bom Jesus de Matosinhos e os 12 profetas – fazem parte do conjunto artístico que recebeu o título de Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO em 1985;

- Santuário Senhor Bom Jesus do Matosinhos: iniciado em 1757, a sua construção foi feita como forma de pagamento a uma promessa do português Feliciano Mendes, devido à cura de uma doença adquirida em seus tempos de mineração. Porém, Feliciano faleceu antes de sua conclusão, ficando o término ao cargo Aleijadinho, Manoel da Costa Athaíde e Francisco Xavier Carneiro. Ao redor da Igreja estão expostos os 12 profetas, em tamanho natural, esculpidos em pedra sabão por Aleijadinho. São eles Abdias, Amós (primeiro pastor de Belém), Baruc, Daniel, Ezequiel, Habacuc, Isaías (profeta do nascimento de Cristo) Jeremias, Joel (profetiza o Juízo Final), Jonas (castigado com a prisão no ventre de uma baleia), Oséias e Naum;

- Romaria: local construído em 1932 para abrigar os romeiros que chegavam à cidade para o Jubileu do Senhor Bom Jesus. Foi demolido em 1966 e reconstruído em 1995 para abrigar a FUMCULT – Fundação de Cultura, Lazer e Turismo, os museus de Mineralogia e de Arte Sacra, as salas de projeções e de Matosinhos, parte do Gabinete do Prefeito, oficinas de artesanato, lojas, área de alimentação e centro para eventos culturais e artísticos;

- Igrejas: formada por edificações dos séculos XVII e XVIII, sendo a mais antiga a Igreja do Rosário de 1667. Fora essa, há a Matriz de Nossa Senhora da Conceição (1734), a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda (1746), de Nossa Senhora da Soledade e a de São José (1817);

- Edificações: Estação Ferroviária, Museu da Imagem e Memória de Congonhas (antigo Casarão dos Fonsecas – com fotos, objetos e documentos antigos do município e suas personalidades de destaque), Beco dos Canudos (lojas de artesanato em casas com arquitetura do período colonial), Cine Teatro Leon (construído na década de 1960 e reinaugurado em 1996 para apresentações musicais, teatrais, eventos e filmes) e a Prefeitura Municipal de Congonhas (datada do início da década de 1940, com adaptações em 1978, a construção também preserva o estilo colonial da época).

 

Fonte:  Portal online da Prefeitura Municipal de Congonhas;
                   Portal online da Câmara Municipal de Vereadores de Congonhas;
                   Portal online Cidades Históricas.

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