Tropeiros

Além dos imigrantes, os tropeiros também foram de grande importância para a colonização e o desenvolvimento econômico e cultural do estado. Do início do século XVIII até o início do século XX, eles paravam com seus gados e cavalos em diversos pontos do estado para descansar e trocar mercadorias. A rota dos tropeiros, com cerca de 4 mil quilômetros, passava por Santa Catarina e Paraná, tendo seu ponto de partida em Viamão, no Rio Grande do Sul, e seu destino em Sorocaba, no estado de São Paulo.

Em cada uma dessas localidades, pessoas se estabeleceram ofertando serviços e alimentos como frutas, raízes, aves, mel e pinhão. Num país sem estradas, poucos portos e quase sem trens, os tropeiros deram suporte à economia brasileira e garantiram o sucesso dos ciclos da cana-açúcar e do café.

Com o gradativo desenvolvimento do comércio nos locais de parada dos tropeiros, para atender suas tropas, foram surgindo povoados, depois freguesias, vilas e finalmente cidades como: Arapoti, Balsa Nova, Campo Largo, Carambeí, Telêmaco Borba, Tibagi, Rio Negro, Campo do Tenente, Lapa, Porto Amazonas, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés.

Considerado o mais importante ciclo econômico de todos os tempos no Brasil, o tropeirismo não só formou cidades, mas também influenciou o cotidiano do povo, estabelecendo um “corredor” cultural que modificou tradições, costumes e cultura da época.

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