Eficiência Energética

Utilizada em todas as atividades da sociedade moderna, a energia está presente tanto em aparelhos simples, como lâmpadas e motores elétricos, quanto em sistemas mais complexos como geladeiras, automóveis, fábricas, e tantos outros. Para que essas energias sejam geradas é necessário que haja uma transformação de um recurso natural em outras fontes energéticas ofertadas ao consumidor, tal como a eletricidade, gasolina, álcool, óleo diesel e gás natural, por exemplo.

Uma lâmpada só gera luminosidade porque a energia elétrica é transformada em luz e calor; da mesma forma, a locomoção de um veículo apenas é possível porque o combustível é transformado em energia motora. Esse processo de transformação, no entanto, gera perdas energéticas. Isso quer dizer que, nos exemplos acima, parte da energia disponível para a geração de luz da lâmpada e deslocamento do automóvel foi desperdiçada. Sobre essa lógica, a eficiência energética é conceituada como a relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. Uma lâmpada incandescente comum, por exemplo, tem eficiência de 8%, ou seja, apenas 8% da energia elétrica usada é transformada em luz, enquanto os 92% que restam aquecem o meio ambiente.

A promoção da eficiência energética, em outras palavras, a maximização do uso da energia disponível para realizar determinada atividade, abrange a otimização das transformações, do transporte e do uso dos recursos energéticos, desde suas fontes primárias até seu aproveitamento. Além disso, a eficiência energética deve manter as condições de conforto, de segurança e de produtividade dos usuários, contribuindo, ainda, para a melhoria da qualidade dos serviços de energia e para a redução dos impactos ambientais.

O Brasil possui grandes índices de desperdício energético. Segundo o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel (programa do Governo Federal que tem como objetivo promover a racionalização do consumo de energia elétrica, combatendo o desperdício e reduzindo os custos e os investimentos setoriais, aumentando ainda a eficiência energética), o total de desperdício no país chega a 40 milhões de kW, ou a US$ 2,8 bilhões, por ano. Os consumidores (indústrias, residências e comércio) desperdiçam 22 milhões de kW. Já as concessionárias de energia, com perdas técnicas e problemas na distribuição, são responsáveis pelos 18 milhões de kW restantes.

Como instrumento de política energética, o Procel criou o selo Procel de Economia de Energia, que indica ao consumidor os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria: geladeiras, freezers, chuveiros elétricos e aparelhos de ar-condicionado. O objetivo é estimular a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e para a redução de impactos ambientais.

Outro importante exemplo de melhora no uso energético são as substituições de lâmpadas por modelos mais eficientes, tal como realizado em algumas administrações municipais. Exemplos disso são as prefeituras de Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, João Pessoa e Campo Grande que adotam, desde 1999, medidas de conservação de energia para reduzir os custos com o sistema de iluminação pública. A cidade de Piracicaba, no interior paulista, conseguiu economizar R$ 800 mil, equivalente a 4% de sua receita, com a redução de gastos na iluminação pública e na rede elétrica de escolas e postos de saúde, segundo relata o Ministério do Meio Ambiente.

 

Fonte:  Portal online do Instituto Nacional de Eficiência Energética

          Portal online do Ministério do Meio Ambiente

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