Primeiros habitantes

Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, já existiam pessoas habitando esse território que tanto impressionou os lusos em sua chegada. Esses primeiros moradores dessa região tão rica eram os índios, um povo com uma cultura singular totalmente diferente da europeia.

Dados da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) indicam que os índios sul-americanos foram originados de povos caçadores vindos da América do Norte. Os índios ocupavam, além da Amazônia, a costa brasileira e a bacia dos rios Paraná-Paraguai, sendo divididos em dois grandes blocos, conforme características culturais e linguísticas: os tupis-guaranis e os tapuias. Grande parte das informações existentes sobre a população indígena veio dos relatos feitos pelos portugueses que diferenciavam os índios como positivos ou negativos conforme o grau de resistência que apresentavam.

Os tupis-guaranis, assim denominados pela semelhança de cultura e língua, ocupavam quase toda a costa brasileira, desde o Ceará até o extremo sul, sendo que os tupis, também chamados de tupinambás, ficavam na faixa litorânea do norte até a atual região sul de São Paulo, e os guaranis localizavam-se na bacia Paraná-Paraguai até o extremo sul.

Tapuias era uma denominação genérica usada pelos tupis-guaranis para identificar outros grupos indígenas como os goitacazes, que habitavam a foz do rio Paraíba, os aimorés localizados no sul da Bahia e no norte do Espírito Santo, e os tremembés, presentes na faixa entre o Ceará e o Maranhão.

A cultura indígena variava entre os grupos existentes. Os aimorés, por exemplo, se destacaram pela eficiência militar e pelo canibalismo, enquanto os tupinambás comiam os inimigos apenas por vingança e viviam da caça, da pesca, coleta de frutas e da agricultura. Cada aldeia produzia para própria subsistência, havendo poucas trocas de alimentos entre as tribos. Por outro lado existiam muitos contatos para troca de mulheres, bens de luxo (penas, pedras etc.) e para estabelecer alianças para guerra e captura de inimigos.

Por sua cultura e pela própria resistência que empreenderam aos portugueses (não apenas física, mas principalmente por meio de fugas e deslocamentos), os índios não foram escravizados, foram aculturados e por muitas vezes mortos tanto por violência quanto por doenças trazidas pelos brancos. A exploração do trabalho indígena, no período chamado de pré-colonial (entre 1500 e 1530), foi feita através do escambo (troca do trabalho por mercadorias) e a relação deles com os portugueses gerou a população conhecida como mestiça.

Embora não existam dados concretos com relação à quantidade de índios presentes no território brasileiro antes da chegada dos portugueses, cálculos estimam uma população que varia entre 1 a 10 milhões de habitantes, número que atualmente está entre 300 e 350 mil.

 

Fontes:

Portal online da FUNAI (Fundação Nacional do Índio).

FAUSTO, B. História Concisa do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002.

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